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Papo de Botequim – Parte 6

Comandos de Loop ou Laço (Continuação)

– Fala cara! E aí, já tá sabendo tudo do comando for? Eu te deixei um exercício para treinar, se não me engano era para contar a quantidade de palavras de um arquivo… Você fez? – Claro! Tô empolgadão com essa linguagem, eu fiz da forma que você pediu, isto é sem usar o comando wc porque senão era mais mole ainda. Olha só como eu fi…

– Êpa! Perai! Você realmente está fissurado na linguagem, mas eu tô sequinho pra tomar um chope. Aê Chico, traz dois por favor. Um sem colarinho!

– Como eu ia dizendo olha a forma que eu fiz. É muito fácil…

$ cat contpal.sh
#!/bin/bash
# Script meramente pedagógico cuja
# função é contar a qtd de palavras
# de um arquivo. Supõe-se que as
# palavras estão separadas entre si
# por espaço, ou .

if [ $# -ne 1 ]
then
echo uso: $0 /caminho/do/arquivo
exit 2
fi
Cont=0
for Palavra in $(cat $1)
do
Cont=$((Cont+1))
done
echo O arquivo $1 tem $Cont palavras.

Ou seja, o programa começa como sempre verificando se a passagem de parâmetros foi correta, em seguida o comando for se incumbe de pegar cada uma das palavras (lembre-se que o $IFS padrão (default) é branco, <TAB> e <ENTER>, que é exatamente o que desejamos para separar as palavras), incrementando a variável $Cont.

Vamos relembrar como é o arquivo ArqDoDOS.txt.

$ cat ArqDoDOS.txt
Este arquivo
foi gerado pelo
DOS/Rwin e foi
baixado por um
ftp mal feito.

Agora vamos testar o programa passando este arquivo como parâmetro:

$ contpal.sh ArqDoDOS.txt
O arquivo ArqDoDOS.txt tem 14 palavras

– Beleza, funcionou legal!

Um Pouco Mais de for e Matemática

Voltando à vaca fria, na última vez que aqui estivemos, terminamos o nosso papo mostrando o loop de for a seguir:

    for ((; i<=9;))
    do
        let i++
        echo -n "$i "
    done

Uma vez que chegamos neste ponto, creio ser bastante interessante citar que o Shell trabalha com o conceito de “Expansão Aritmética” (Arithmetic Expansion), da qual vou falar rapidamente porque na seção Tira Gosto isso está muito bem mastigado.

A expansão aritmética é acionada por uma construção da forma:

$((expressão))

ou

let expressão

No último for citado usei a expansão das duas formas, mas não poderíamos seguir adiante sem saber que a expressão pode ser de uma das listadas a seguir:

Expansão Aritmética
Expressão Resultado
id++ id-- pós-incremento e pós-decremento de variáveis
++id -–id pré-incremento e pré-decremento de variáveis
** exponenciação
* / % multiplicação, divisão, resto da divisão
+ - adição, subtração
<= >= < > comparação
== != igualdade, desigualdade
&& E lógico
|| OU lógico

– Mas você pensa que o papo de loop (ou laço) se encerra no comando for? Ledo engano amigo, vamos a partir de agora ver mais dois.

O comando while

Todos os programadores conhecem este comando, porque ele é comum a todas as linguagens e nelas, o que normalmente ocorre é que um bloco de comandos é executado, enquanto (enquanto em ingles é while) uma determinada condição for verdadeira. Pois bem, isto é o que ocorre nas linguagens caretas! Em programação Shell, o bloco de comandos é executado enquanto um comando for verdadeiro. E é claro, se quiser testar uma condição use o comando while junto com o comando test, exatamente como você aprendeu a fazer no if, lembra?

Então a sintaxe do comando fica assim:

    while comando
    do
        cmd1
        cmd2
        ...
        cmdn
    done

e desta forma o bloco de comandos formado pelas instruções cmd1, cmd2,… e cmdn é executado enquanto a execução da instrução comando for bem sucedida.

Suponha a seguinte cena: tem uma tremenda gata me esperando e eu preso no trabalho sem poder sair porque o meu chefe, que é um pé no saco (aliás chefe-chato é uma redundância, né?:), ainda estava na sua sala, que fica bem na minha passagem para a rua.

Ele começou a ficar com as antenas (provavelmente instaladas na cabeça dele pela esposa) ligadas depois da quinta vez que passei pela sua porta e olhei para ver se já havia ido embora. Então voltei para a minha mesa e fiz, no servidor, um script assim:

$ cat logaute.sh
#!/bin/bash

# Espero que a Xuxa não tenha
# copyright de xefe e xato 🙂

while who | grep xefe
do
sleep 30
done
echo O xato se mandou, não hesite, dê exit e vá a luta

Neste scriptizinho, o comando while testa o pipeline composto pelo who e pelo grep e que será verdadeiro enquanto o grep localizar a palavra xefe na saída do who. Desta forma, o script dormirá por 30 segundos enquanto o chefe estiver logado (Argh!). Assim que ele se desconectar do servidor, o fluxo do script sairá do loop e dará a tão ansiada mensagem de liberdade.

Quando o executei adivinha o que aconteceu?

$ logaute.sh
xefe pts/0 Jan 4 08:46 (10.2.4.144)
xefe pts/0 Jan 4 08:47 (10.2.4.144)

xefe pts/0 Jan 4 08:52 (10.2.4.144)

Isto é a cada 30 segundos seria enviado para a tela a saída do grep, o que não seria legal já que poluiria a tela do meu micro e a mensagem esperada poderia passar desapercebida. Para evitar isso já sabemos que a saída do pipeline tem que ser redirecionada para /dev/null.

$ cat logaute.sh
#!/bin/bash

# Espero que a Xuxa não tenha
# copyright de xefe e xato 🙂

while who | grep xefe > /dev/null
do
sleep 30
done
echo O xato se mandou, não hesite, dê exit e vá a luta

Agora quero montar um script que receba o nome (e eventuais parâmetros) de um programa que será executado em background e que me informe do seu término. Mas, para você entender este exemplo, primeiro tenho de mostar uma nova variável do sistema. Veja estes comandos diretos no prompt:

$ sleep 10&
[1] 16317

$ echo $!
16317
[1]+ Done sleep 10

$ echo $!
16317

Isto é, criei um processo em background para dormir por 10 segundos, somente para mostrar que a variável $! guarda o PID (Process IDentification) do último processo em background, mas repare após a linha do done, que a variável reteve o valor mesmo após o término deste processo.

Bem sabendo isso já fica mais fácil de monitorar qualquer processo em background. Veja só como:

$ cat monbg.sh
#!/bin/bash

# Executa e monitora um
# processo em background

$1 & # Coloca em backgroud
while ps | grep -q $!
do
sleep 5
done
echo Fim do Processo $1

Este script é bastante similar ao anterior, mas tem uns macetes a mais, veja só: ele tem que ser executado em background para não prender o prompt mas o $! será o do programa passado como parâmetro já que ele foi colocado em background após o monbg.sh propriamente dito. Repare também a opção -q (quiet) do grep, ela serve para tranformá-lo num comando mineiro, isto é, para o grep “trabalhar em silêncio”. O mesmo resultado poderia ser obtido se a linha fosse while ps | grep $! > /dev/null, como nos exemplos que vimos até agora.

Pinguim com placa de dica Não esqueça: o Bash disponibiliza a variável $! que possui o PID (Process IDentification) do último processo executado em background.

Vamos melhorar o musinc, que é o nosso programa para incluir registros no arquivo musicas, mas antes preciso te ensinar a pegar um dado da tela, e já vou avisando: só vou dar uma pequena dica do comando read (que é quem pega o dado da tela) que seja o suficiente para resolver este nosso problema. Em uma outra rodada de chope vou te ensinar tudo sobre o assunto, inclusive como formatar tela, mas hoje estamos falando sobre loops.

A sintaxe do comando read que nos interessa por hoje é a seguinte:

$ read -p “prompt de leitura” var

Onde prompt de leitura é o texto que você quer que apareça escrito na tela, e quando o operador teclar o dado, ele irá para a variável var. Por exemplo:

$ read -p “Título do Álbum: ” Tit

Bem, uma vez entendido isso, vamos à especificação do nosso problema: faremos um programa que inicialmente lerá o nome do álbum e em seguida fara um loop de leitura, pegando a música e o artista. Este loop termina quando for informada uma música vazia, isto é, ao ser solicitada a digitação da música, o operador dá um simples <ENTER>. Para facilitar a vida do operador, vamos oferecer como default o mesmo nome do artista da música anterior (já que é normal que o álbum seja todo do mesmo artista) até que ele deseje alterá-lo. Vamos ver como ficou:

$ cat musinc
#!/bin/bash
# Cadastra CDs (versao 4)
#
clear
read -p “Título do Álbum: ” Tit
[ “$Tit” ] || exit 1 # Fim da execução se título vazio
if grep “^$Tit^” musicas > /dev/null
then
echo Este álbum já está cadastrado
exit 1
fi
Reg=”$Tit^”
Cont=1
oArt=
while true
do
echo Dados da trilha $Cont:
read -p “Música: ” Mus
[ “$Mus” ] || break # Sai se vazio
read -p “Artista: $oArt // ” Art
[ “$Art” ] && oArt=”$Art” # Se vazio Art anterior
Reg=”$Reg$oArt~$Mus:” # Montando registro
Cont=$((Cont + 1))
# A linha anterior tb poderia ser ((Cont++))
done
echo “$Reg” >> musicas
sort musicas -o musicas

Este exemplo, começa com a leitura do título do álbum, que se não for informado, terminará a execução do programa. Em seguida um grep procura no início (^) de cada registro de musicas, o título informado seguido do separador (^) (que está precedido de uma contrabarra () para protegê-lo da interpretação do Shell).

Para ler os nomes dos artistas e as músicas do álbum, foi montado um loop de while simples, cujo único destaque é o fato de estar armazenando o artista da música anterior na variável $oArt que só terá o seu conteúdo alterado, quando algum dados for informado para a variável $Art, isto é, quando não teclou-se um simples <ENTER> para manter o artista anterior.

O que foi visto até agora sobre o while foi muito pouco. Este comando é muito utilizado, principalmente para leitura de arquivos, porém nos falta bagagem para prosseguir. Depois que aprendermos a ler, veremos esta instrução mais a fundo.

Pinguim com placa de dica Leitura de arquivo significa ler um-a-um todos os registros, o que é sempre uma operação lenta. Fique atento para não usar o while quando seu uso for desnecessário. O Shell tem ferramentas como o sed e a família grep que vasculham arquivos de forma otimizada sem ser necessário o uso de comandos de loop para fazê-lo registro a registro (ou até palavra a palavra).

O comando until

O comando until funciona exatamente igual ao while, porém ao contrário. Disse tudo mas não disse nada, né? É o seguinte: ambos testam comandos; ambos possuem a mesma sintaxe e ambos atuam em loop, porém enquanto o while executa o bloco de intruções do loop enquanto um comando for bem sucedido, o until executa o bloco do loop até que o comando seja bem sucedido. Parece pouca coisa mas a diferença é fundamental.

A sintaxe do comando é praticamente a mesma do while. Veja:

    until comando
    do
        cmd1
        cmd2
        ...
        cmdn
    done

E desta forma o bloco de comandos formado pelas instruções cmd1, cmd2,… e cmdn é executado até que a execução da instrução comando seja bem sucedida.

Como eu te disse, o while e until funcionam de forma antagônica e isso é muito fácil de demonstrar: em uma guerra sempre que se inventa uma arma, o inimigo busca uma solução para neutralizá-la. Baseado neste principio belicoso que o meu chefe, desenvolveu, no mesmo servidor que eu executava o logaute.sh um script para controlar o meu horário de chegada.

Um dia deu um problema da rede, ele me pediu para dar uma olhada no micro dele e me deixou sozinho em sua sala. Imediatamente comecei a bisbilhotar seus arquivos – porque guerra é guerra – e veja só o que descobri:

$cat chegada.sh
#!/bin/bash

until who | grep julio
do
sleep 30
done
echo $(date “+ Em %d/%m às %H:%Mh”) >> relapso.log

Olha que safado! O cara estava montando um log com os horários que eu chegava, e ainda por cima chamou o arquivo que me monitorava de relapso.log! O que será que ele quis dizer com isso?

Neste script, o pipeline who | grep julio, será bem sucedido somente quando julio for encontrado no comando who, isto é, quando eu me “logar” no servidor. Até que isso aconteça, o comando sleep, que forma o bloco de instruções do until, porá o programa em espera por 30 segundos. Quando este loop encerrar-se, será dada uma mensagem para o relapso.log (ARGHH!). Supondo que no dia 20/01 eu me loguei às 11:23 horas, a mensagem seria a seguinte:

Em 20/01 às 11:23h

Quando vamos cadastrar músicas, o ideal seria que pudéssemos cadastrar diversos CDs, e na última versão que fizemos do musinc, isso não ocorre, a cada CD que cadastramos o programa termina. Vejamos como melhorá-lo:

$ cat musinc
#!/bin/bash
# Cadastra CDs (versao 5)
#
Para=
until [ “$Para” ]
do
clear
read -p “Título do Álbum: ” Tit
if [ ! “$Tit” ] # Se titulo vazio…
then
Para=1 # Liguei flag de saída
else
if grep “^$Tit^” musicas > /dev/null
then
echo Este álbum já está cadastrado
exit 1
fi
Reg=”$Tit^”
Cont=1
oArt=
while [ “$Tit” ]
do
echo Dados da trilha $Cont:
read -p “Música: ” Mus
[ “$Mus” ] || break # Sai se vazio
read -p “Artista: $oArt // ” Art
[ “$Art” ] && oArt=”$Art” # Se vazio Art anterior
Reg=”$Reg$oArt~$Mus:” # Montando registro
Cont=$((Cont + 1))
# A linha anterior tb poderia ser ((Cont++))
done
echo “$Reg” >> musicas
sort musicas -o musicas
fi
done

Nesta versão, um loop maior foi adicionado antes da leitura do título, que só terminará quando a variável $Para deixar de ser vazia. Caso o título do álbum não seja informado, a variável $Para receberá valor (no caso coloquei 1 mas poderia ter colocado qualquer coisa. O importante é que não seja vazia) para sair deste loop, terminando desta forma o programa. No resto, o script é idêntico à sua versão anterior.

Atalhos no loop

Nem sempre um ciclo de programa, compreendido entre um do e um done, sai pela porta da frente. Em algumas oportunidades, temos que colocar um comando que aborte de forma controlada este loop. De maneira inversa, algumas vezes desejamos que o fluxo de execução do programa volte antes de chegar ao done. Para isto, temos respectivamente, os comandos break (que já vimos rapidamente nos exemplos do comado while) e continue, que funcionam da seguinte forma:

O que eu não havia dito anteriormente é que nas suas sintaxes genéricas eles aparecem da seguinte forma:

break [qtd loop]

e

continue [qtd loop]

Onde qtd loop representa a quantidade dos loops mais internos sobre os quais os comandos irão atuar. Seu valor default é 1.

Fluxograma Duvido que você nunca tenha deletado um arquivo e logo após deu um tabefe na testa se xingando porque não devia tê-lo removido. Pois é, na décima vez que fiz esta besteira, criei um script para simular uma lixeira, isto é, quando mando remover um (ou vários) arquivo(s), o programa “finge” que removeu-o, mas no duro o que fez foi mandá-lo(s) para o diretório /tmp/LoginName_do_usuario. Chamei este programa de erreeme e no /etc/profile coloquei a seguinte linha:

alias rm=erreeme

O programa era assim:

$ cat erreeme
#/bin/bash
#
# Salvando Copia de Arquivo Antes de Remove-lo
#

if [ $# -eq 0 ] # Tem de ter um ou mais arquivos para remover
then
echo “Erro -> Uso: erreeme arq [arq] … [arq]”
echo ” O uso de metacaracteres e’ permitido. Ex. erreeme arq*”
exit 1
fi

MeuDir=”/tmp/$LOGNAME” # Variavel do sist. Contém o nome do usuário.
if [ ! -d $MeuDir ] # Se não existir o meu diretório sob o /tmp…
then
mkdir $MeuDir # Vou cria-lo
fi

if [ ! -w $MeuDir ] # Se não posso gravar no diretório…
then
echo Impossivel salvar arquivos em $MeuDir. Mude permissao…
exit 2
fi

Erro=0 # Variavel para indicar o cod. de retorno do prg
for Arq # For sem o “in” recebe os parametros passados
do
if [ ! -f $Arq ] # Se este arquivo não existir…
then
echo $Arq nao existe.
Erro=3
continue # Volta para o comando for
fi

DirOrig=`dirname $Arq` # Cmd. dirname informa nome do dir de $Arq
if [ ! -w $DirOrig ] # Verifica permissão de gravacaoo no diretório
then
echo Sem permissao de remover no diretorio de $Arq
Erro=4
continue # Volta para o comando for
fi

if [ “$DirOrig” = “$MeuDir” ] # Se estou “esvaziando a lixeira”…
then
echo $Arq ficara sem copia de seguranca
rm -i $Arq # Pergunta antes de remover
[ -f $Arq ] || echo $Arq removido # Será que o usuario removeu?
continue
fi

cd $DirOrig # Guardo no fim do arquivo o seu diretorio
pwd >> $Arq # original para usa-lo em um script de undelete
mv $Arq $MeuDir # Salvo e removo
echo $Arq removido
done
exit $Erro # Passo eventual numero do erro para o codigo de retorno

Como você pode ver, a maior parte do script é formada por pequenas criticas aos parâmetros informados, mas como o script pode ter recebido diversos arquivos para remover, a cada arquivo que não se encaixa dentro do especificado, há um continue, para que a sequência volte para o loop do for de forma a receber outros arquivos.

Quando você está no Windows (com perdão da má palavra) e tenta remover aquele monte de lixo com nomes esquisitos como HD04TG.TMP, se der erro em um deles, os outros não são removidos, não é? Então, o continue foi usado para evitar que um impropério desses ocorra, isto é, mesmo que dê erro na remoção de um arquivo, o programa continuará removendo os outros que foram passados.

– Eu acho que a esta altura você deve estar curioso para ver o programa que restaura o arquivo removido, não é? Pois então aí vai vai um desafio: faça-o em casa e me traga para discutirmos no nosso próximo encontro aqui no boteco.

– Poxa, mas nesse eu acho que vou dançar, pois não sei nem como começar…

– Cara, este programa é como tudo que se faz em Shell, extremamente fácil, é para ser feito em, no máximo 10 linhas. Não se esqueça que o arquivo está salvo em /tmp/$LOGNAME e que a sua última linha é o diretório em que ele residia antes de ser “removido”. Também não se esqueça de criticar se foi passado o nome do arquivo a ser removido.

– É eu vou tentar, mas sei não…

– Tenha fé irmão, eu tô te falando que é mole! Qualquer dúvida é só me passar um e-mail para julio.neves@gmail.com. Agora chega de papo que eu já estou de goela seca de tanto falar. Me acompanha no próximo chope ou já vai sair correndo para fazer o script que passei?

– Deixa eu pensar um pouco…

– Chico, traz mais um chope enquanto ele pensa!

Vou aproveitar também para mandar o meu jabá: diga para os amigos que quem estiver afim de fazer um curso porreta de programação em Shell que mande um e-mail para a nossa gerencia de treinamento para informar-se.

Qualquer dúvida ou falta de companhia para um chope ou até para falar mal dos políticos é só mandar um e-mail para mim.

Valeu!

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Papo de Botequim – Parte 7


– Cumequié rapaz! Derreteu os pensamentos para fazer o scriptizinho que eu te pedi? – É, eu realmente tive de colocar muita pensação na tela preta mas acho que consegui! Bem, pelo menos no testes que fiz a coisa funcionou, mas você tem sempre que botar chifres em cabeça de cachorro!- Não é bem assim, programar em shell é muito fácil, o que vale são as dicas e macetes que não são triviais. As correções que te faço, são justamente para mostrá-los. Mas vamos pedir dois chopes enquanto dou uma olhadela no teu script.- Aê Chico, traz dois. Não esqueça que um é sem colarinho.


$ cat restaura

#!/bin/bash
#
# Restaura arquivos deletados via erreeme
#

if [ $# -eq 0 ]
then
echo “Uso: $0 ”
exit 1
fi
# Pega nome do diretório original na última linha
Dir=`tail -1 /tmp/$LOGNAME/$1`
# O grep -v exclui última linha e cria o
# arquivo com diretorio e nome originais
grep -v $Dir /tmp/$LOGNAME/$1 > $Dir/$1
# Remove arquivo que jah estava moribundo
rm /tmp/$LOGNAME/$1

– Peraí, deixa ver se entendi. Primeiramente você coloca na variável Dir a última linha do arquivo cujo nome é formado por /tmp/nome do operador ($LOGNAME)/parâmetro passado com nome do arquivo a ser restaurado ($1). Em seguida o grep -v que você montou exclui a linha em que estava o nome do diretório, isto é, sempre a última e manda o restante do arquivo, que seria assim o arquivo já limpo, para o diretório original e depois remove o arquivo da “lixeira”; S E N S A C I O N A L! Impecável! Zero erro! Viu? você já está pegando as manhas do shell!

– Então vamulá chega de lesco-lesco e blá-blá-blá, de que você vai falar hoje?

– É tô vendo que o bichinho do Shell te pegou. Que bom, mas vamos ver como se pode (e deve) ler dados e formatar telas e primeiramente vamos entender um comando que te dá todas as ferramentas para você formatar a sua tela de entrada de dados.

O comando tput

O maior uso deste comando é para posicionar o cursor na tela, mas também é muito usado para apagar dados da tela, saber a quantidade de linhas e colunas para poder posicionar corretamente um campo, apagar um campo cuja crítica detectou como errado. Enfim, quase toda a formatação da tela é feita por este comando.

Uns poucos atributos do comando tput podem eventualmente não funcionar se o modelo de terminal definido pela variável $TERM não tiver esta facilidade incorporada.

Na tabela a seguir, apresenta os principais atributos do comando e os efeitos executados sobre o terminal, mas veja bem existem muito mais do que esses, veja só:

$ tput it
8

Neste exemplo eu recebi o tamanho inicial da <TAB> ( Initial T ab), mas me diga: para que eu quero saber isso? Se você quiser saber tudo sobre o comando tput (e olha que é coisa que não acaba mais), veja em: http://www.cs.utah.edu/dept/old/texinfo/tput/tput.html#SEC4.

Principais Opções do Comando tput
Opções do tput Efeito
cup lin col CUrsor Position – Posiciona o cursor na linha lin e coluna col. A origem é zero
bold Coloca a tela em modo de ênfase
rev Coloca a tela em modo de vídeo reverso
smso Idêntico ao anterior
smul A partir desta instrução, os caracteres teclados aparecerão sublinhados na tela
blink Os caracteres teclados aparecerão piscando
sgr0 Após usar um dos atributos acima, use este para restaurar a tela ao seu modo normal
reset Limpa o terminal e restaura suas definições de acordo com o terminfo ou seja, o terminal volta ao padrão definido pela variável $TERM
lines Devolve a quantidade de linhas da tela no momento da instrução
cols Devolve a quantidade de colunas da tela no momento da instrução
el Erase Line – Apaga a linha a partir da posição do cursor
ed Erase Display – Apaga a tela a partir da posição do cursor
il n Insert Lines – Insere n linhas a partir da posição do cursor
dl n Delete Lines – Remove n linhas a partir da posição do cursor
ech n Erase CHaracters – Apaga n caracteres a partir da posição do cursor
sc Save Cursor position – Salva a posição do cursor
rc Restore Cursor position – Coloca o cursor na posição marcada pelo último sc

Vamos fazer um programa bem besta (e portanto fácil) para mostrar alguns atributos deste comando. É o famoso e famigerado Alô Mundo só que esta frase será escrita no centro da tela e em vídeo reverso e após isso, o cursor voltará para a posição em que estava antes de escrever esta tão criativa frase. Veja:

$ cat alo.sh
#!/bin/bash
# Script bobo para testar
# o comando tput (versao 1)

Colunas=`tput cols` # Salvando quantidade colunas
Linhas=`tput lines` # Salvando quantidade linhas
Linha=$((Linhas / 2)) # Qual eh a linha do meio da tela?
Coluna=$(((Colunas – 9) / 2)) # Centrando a mensagem na tela
tput sc # Salvando posicao do cursor
tput cup $Linha $Coluna # Posicionando para escrever
tput rev # Video reverso
echo Alô Mundo
tput sgr0 # Restaura video ao normal
tput rc # Restaura cursor aa posição original

Como o programa já está todo comentado, acho que a única explicação necessária seria para a linha em que é criada a variável Coluna e o estranho ali é aquele número 9, mas ele é o tamanho da cadeia que pretendo escrever (Alô Mundo).

Desta forma este programa somente conseguiria centrar cadeias de 9 caracteres, mas veja isso:

$ var=Papo
$ echo ${#var}
4

$ var=”Papo de Botequim”
$ echo ${#var}
16

Ahhh, melhorou! Então agora sabemos que a construção ${#variavel} devolve a quantidade de caracteres de variavel. Assim sendo, vamos otimizar o nosso programa para que ele escreva em vídeo reverso, no centro da tela a cadeia passada como parâmetro e depois o cursor volte à posição que estava antes da execução do script.

$ cat alo.sh
#!/bin/bash
# Script bobo para testar
# o comando tput (versao 2)

Colunas=`tput cols` # Salvando quantidade colunas
Linhas=`tput lines` # Salvando quantidade linhas
Linha=$((Linhas / 2)) # Qual eh a linha do meio da tela?
Coluna=$(((Colunas – ${#1}) / 2)) #Centrando a mensagem na tela
tput sc # Salvando posicao do cursor
tput cup $Linha $Coluna # Posicionando para escrever
tput rev # Video reverso
echo $1
tput sgr0 # Restaura video ao normal
tput rc # Restaura cursor aa posição original

Este script é igual ao anterior, só que trocamos o valor fixo da versão anterior (9), por ${#1}, onde este 1 é o $1 ou seja, esta construção devolve o tamanho do primeiro parâmetro passado para o programa. Se o parâmetro que eu quiser passar tiver espaços em branco, teria que colocá-lo todo entre aspas, senão o $1 seria somente o primeiro pedaço. Para evitar este aborrecimento, é só substituir o $1 por $*, que como sabemos é o conjunto de todos os parâmetros. Então aquela linha ficaria assim:

    Coluna=`$(((Colunas - ${#*}) / 2))` #Centrando a mensagem na tela

e a linha echo $1 passaria a ser echo $*. Mas não esqueça de qdo executar, passar a frase que vc desja centrar como parâmetro.

E agora podemos ler os dados da tela

Bem a partir de agora vamos aprender tudo sobre leitura, só não posso ensinar a ler cartas e búzios porque se eu soubesse, estaria rico, num pub londrino tomando scotch e não em um boteco desses tomando chope. Mas vamos em frente.

Da última vez que nos encontramos aqui eu já dei uma palinha sobre o comando read. Para começarmos a sua analise mais detalhada. veja só isso:

$ read var1 var2 var3
Papo de Botequim

$ echo $var1
Papo

$ echo $var2
de

$ echo $var3
Botequim

$ read var1 var2
Papo de Botequim

$ echo $var1
Papo

$ echo $var2
de Botequim

Como você viu, o read recebe uma lista separada por espaços em branco e coloca cada item desta lista em uma variável. Se a quantidade de variáveis for menor que a quantidade de itens, a última variável recebe o restante.

Eu disse lista separada por espaços em branco? Agora que você já conhece tudo sobre o $IFS (Inter Field Separator) que eu te apresentei quando falávamos do comando for, será que ainda acredita nisso? Vamos testar direto no prompt:

$ oIFS=”$IFS”
$ IFS=:
$ read var1 var2 var3
Papo de Botequim

$ echo $var1
Papo de Botequim

$ echo $var2$ echo $var3
$ read var1 var2 var3
Papo:de:Botequim

$ echo $var1
Papo

$ echo $var2
de

$ echo $var3
Botequim

$ IFS=”$oIFS”

Viu, estava furado! O read lê uma lista, assim como o for, separada pelos caracteres da variável $IFS. Então veja como isso pode facilitar a sua vida:

$ grep julio /etc/passwd
julio:x:500:544:Julio C. Neves – 7070:/home/julio:/bin/bash

$ oIFS=”$IFS” # Salvando IFS
$ IFS=:
$ grep julio /etc/passwd | read lname lixo uid gid coment home shell
$ echo -e “$lnamen$uidn$gidn$comentn$homen$shell”
julio
500
544
Julio C. Neves – 7070
/home/julio
/bin/bash

$ IFS=”$oIFS” # Restaurando IFS

Como você viu, a saída do grep foi redirecionada para o comando read que leu todos os campos de uma só tacada. A opção -e do echo foi usada para que o n fosse entendido como um salto de linha (new line), e não como um literal.

Sob o Bash existem diversas opções do read que servem para facilitar a sua vida. Veja a tabela a seguir:

Opções do comando read no Bash
Opção Ação
-p prompt Escreve o prompt antes de fazer a leitura
-n num Lê até num caracteres
-t seg Espera seg segundos para que a leitura seja concluída
-s O que está sendo teclado não aparece na tela

E agora direto aos exemplos curtos para demonstrar estas opções.

Para ler um campo “Matrícula”:

$ echo -n “Matricula: “; read Mat # -n nao salta linha
Matricula: 12345

$ echo $Mat
12345

Ou simplificando com a opção -p:

$ read -p “Matricula: ” Mat
Matricula: 12345

$ echo $Mat
12345

Para ler uma determinada quantidade de caracteres:

$ read -n5 -p”CEP: ” Num ; read -n3 -p- Compl
CEP: 12345-678
$
$ echo $Num
12345

$ echo $Compl
678

Neste exemplo fizemos dois read: um para a primeira parte do CEP e outra para o seu complemento, deste modo formatando a entrada de dados. O cifrão ($) após o último algarismo teclado, é porque o read não tem o new-line implícito por default como o tem o echo.

Para ler que até um determinado tempo se esgote (conhecido como time out):

$ read -t2 -p “Digite seu nome completo: ” Nom || echo ‘Eta moleza!’
Digite seu nome completo: JEta moleza!

$ echo $Nom$

Obviamente isto foi uma brincadeira, pois só tinha 3 segundos para digitar o meu nome completo e só me deu tempo de teclar um J (aquele colado no Eta), mas serviu para mostrar duas coisas:

  1. O comando após o par de barras verticais (||) (o ou lógico, lembra-se?) será executado caso a digitação não tenha sido concluída no tempo estipulado;
  2. A variável Nom permaneceu vazia. Ela será valorada somente quando o <ENTER> for teclado.

Para ler um dado sem ser exibido na tela:

$ read -sp “Senha: “
Senha:
$ echo $REPLY
segredo 🙂

Aproveitei um erro para mostrar um macete. Quando escrevi a primeira linha, esqueci de colocar o nome da variável que iria receber a senha, e só notei quando ia listar o seu valor. Felizmente a variável $REPLY do Bash, possui a última cadeia lida e me aproveitei disso para não perder a viagem. Teste você mesmo o que acabei de fazer.

Mas o exemplo que dei, era para mostrar que a opção -s impede o que está sendo teclado de ir para a tela. Como no exemplo anterior, a falta do new-line fez com que o prompt de comando ($) permanecesse na mesma linha.

Bem, agora que sabemos ler da tela vejamos como se lê os dados dos arquivos.

Vamos ler arquivos?

Como eu já havia lhe dito, e você deve se lembrar, o while testa um comando e executa um bloco de instruções enquanto este comando for bem sucedido. Ora quando você está lendo um arquivo que lhe dá permissão de leitura, o read só será mal sucedido quando alcançar o EOF (end of file), desta forma podemos ler um arquivo de duas maneiras:

1 – Redirecionando a entrada do arquivo para o bloco do while assim:

    while read Linha
    do
        echo $Linha
    done < arquivo

2 – Redirecionando a saída de um cat para o while, da seguinte maneira:

    cat arquivo |
    while read Linha
    do
        echo $Linha
    done

Cada um dos processos tem suas vantagens e desvantagens:

Vantagens do primeiro processo:

  • É mais rápido;
  • Não necessita de um subshell para assisti-lo;

Desvantagem do primeiro processo:

  • Em um bloco de instruções grande, o redirecionamento fica pouco visível o que por vezes prejudica a vizualização do código;

Vantagem do segundo processo:

  • Como o nome do arquivo está antes do while, é mais fácil a vizualização do código.

Desvantagens do segundo processo:

  • O Pipe (|) chama um subshell para interpretá-lo, tornando o processo mais lento, pesado e por vezes problemático (veja o exemplo a seguir).

Para ilustrar o que foi dito, veja estes exemplos a seguir:

$ cat readpipe.sh
#!/bin/bash
# readpipe.sh
# Exemplo de read passando arquivo por pipe.

Ultimo=”(vazio)”
cat $0 | # Passando o arq. do script ($0) p/ while
while read Linha
do
Ultimo=”$Linha”
echo “-$Ultimo-”
done
echo “Acabou, Último=:$Ultimo:”

Vamos ver sua execução:

$ readpipe.sh
-#!/bin/bash-
-# readpipe.sh-
-# Exemplo de read passando arquivo por pipe.-

-Ultimo=”(vazio)”-
-cat $0 | # Passando o arq. do script ($0) p/ while-
-while read Linha-
-do-
-Ultimo=”$Linha”-
-echo “-$Ultimo-“-
-done-
-echo “Acabou, Último=:$Ultimo:”-
Acabou, Último=:(vazio):

Como você viu, o script lista todas as suas próprias linhas com um sinal de menos (-) antes e outro depois de cada, e no final exibe o conteúdo da variável $Ultimo. Repare no entanto que o conteúdo desta variável permanece como (vazio).

– Ué será que a variável não foi atualizada?

– Foi, e isso pode ser comprovado porque a linha echo "-$Ultimo-" lista corretamente as linhas.

– Então porque isso aconteceu?

– Por que como eu disse, o bloco de instruções redirecionado pelo pipe (|) é executado em um subshell e lá as variáveis são atualizadas. Quando este subshell termina, as atualizações das variáveis vão para os píncaros do inferno junto com ele. Repare que vou fazer uma pequena mudança nele, passando o arquivo por redirecionamento de entrada (<) e as coisas passarão a funcionar na mais perfeita ordem:

$ cat redirread.sh
#!/bin/bash
# redirread.sh
# Exemplo de read passando arquivo por pipe.

Ultimo=”(vazio)”
while read Linha
do
Ultimo=”$Linha”
echo “-$Ultimo-”
done < $0 # Passando o arq. do script ($0) p/ while
echo “Acabou, Último=:$Ultimo:”

E veja a sua perfeita execução:

$ redirread.sh
-#!/bin/bash-
-# redirread.sh-
-# Exemplo de read passando arquivo por pipe.-

-Ultimo=”(vazio)”-
-while read Linha-
-do-
-Ultimo=”$Linha”-
-echo “-$Ultimo-“-
-done < $0 # Passando o arq. do script ($0) p/ while-
-echo “Acabou, Último=:$Ultimo:”-
Acabou, Último=:echo “Acabou, Último=:$Ultimo:”:

Bem amigos da Rede Shell, para finalizar o comando read só falta mais um pequeno e importante macete que vou mostrar utilizando um exemplo prático. Suponha que você queira listar na tela um arquivo e a cada dez registros esta listagem pararia para que o operador pudesse ler o conteúdo da tela e ela só voltasse a rolar (scroll) após o operador digitar qualquer tecla. Para não gastar papel (da Linux Magazine) pra chuchu, vou fazer esta listagem na horizontal e o meu arquivo (numeros), tem 30 registros somente com números seqüênciais. Veja:

$ seq 30 | xargs -i echo lin {} > numeros # Criando arquivo numeros
$ paste -sd’:’ numeros # Este paste é para exibir o conteúdo sem ser um
#+ por linha, usando dois-pontos como separador
lin 1:lin 2:lin 3:lin 4:lin 5:lin 6:lin 7:lin 8:lin 9:lin 10:lin 11:lin 12:lin 13:lin 14:lin 15:l
in 16:lin 17:lin 18:lin 19:lin 20:lin 21:lin 22:lin 23:lin 24:lin 25:lin 26:lin 27:lin 28:lin 29:
lin 30

$ cat 10porpag.sh
#!/bin/bash
# Prg de teste para escrever
# 10 linhas e parar para ler
# Versão 1

while read Num
do
let ContLin++ # Contando…
echo -n “$Num ” # -n para nao saltar linha
((ContLin % 10)) > /dev/null || read
done < numeros

Na tentativa de fazer um programa genérico criamos a variável $ContLin (por que na vida real, os registros não são somente números seqüenciais) e parávamos para ler quando o resto da divisão por 10 fosse zero (mandando a saída para /dev/null de forma a não aparecer na tela, sujando-a). Porém, quando fui executar deu a seguinte zebra:

$ 10porpag.sh
lin 1 lin 2 lin 3 lin 4 lin 5 lin 6 lin 7 lin 8 lin 9 lin 10 lin 12 lin 13 lin 14 lin 15 lin 16 l
in 17 lin 18 lin 19 lin 20 lin 21 lin 23 lin 24 lin 25 lin 26 lin 27 lin 28 lin 29 lin 30
$

Repare que faltou a linha lin 11 e a listagem não parou no read. O que houve foi que toda a entrada do loop estava redirecionada do arquivo numeros e desta forma, a leitura foi feita em cima deste arquivo, desta forma perdendo a lin 11 (e também a lin 22 ou qualquer linha múltipla de 11).

Vamos mostrar então como deveria ficar para funcionar a contento:

$ cat 10porpag.sh
#!/bin/bash
# Prg de teste para escrever
# 10 linhas e parar para ler
# Versão 2

while read Num
do
let ContLin++ # Contando…
echo -n “$Num ” # -n para nao saltar linha
((ContLin % 10)) > /dev/null || read < /dev/tty
done < numeros

Observe que agora a entrada do read foi redirecionada por /dev/tty, que nada mais é senão o terminal corrente, explicitando desta forma que aquela leitura seria feita do teclado e não de numeros. É bom realçar que isto não acontece somente quando usamos o redirecionamento de entrada, se houvéssemos usado o redirecionamento via pipe (|), o mesmo teria ocorrido.

Veja agora a sua execução:

$ 10porpag.sh
lin 1 lin 2 lin 3 lin 4 lin 5 lin 6 lin 7 lin 8 lin 9 lin 10
lin 11 lin 12 lin 13 lin 14 lin 15 lin 16 lin 17 lin 18 lin 19 lin 20
lin 21 lin 22 lin 23 lin 24 lin 25 lin 26 lin 27 lin 28 lin 29 lin 30

Isto está quase bom mas falta um pouco para ficar excelente. Vamos melhorar um pouco o exemplo para que você o reproduza e teste (mas antes de testar aumente o número de registros de numeros ou reduza o tamanho da tela, para que haja quebra).

$ cat 10porpag.sh
#!/bin/bash
# Prg de teste para escrever
# 10 linhas e parar para ler
# Versão 3

clear
while read Num
do
((ContLin++)) # Contando…
echo “$Num”
((ContLin % (`tput lines` – 3))) ||
{
read -n1 -p”Tecle Algo ” < /dev/tty # para ler qq caractere
clear # limpa a tela apos leitura
}
done < numeros

A mudança substancial feita neste exemplo é com relação à quebra de página, já que ela é feita a cada quantidade-de-linhas-da-tela (tput lines) menos (-) 3, isto é, se a tela tem 25 linha, listará 22 registros e parará para leitura. No comando read também foi feita uma alteração, inserido um -n1 para ler somente um caractere sem ser necessariamente um <ENTER> e a opção -p para dar a mensagem.

– Bem meu amigo, por hoje é só porque acho que você já está de saco cheio…

– Num tô não, pode continuar…

– Se você não estiver eu estou… Mas já que você está tão empolgado com o Shell, vou te deixar um exercício de apredizagem para você melhorar a sua CDteca que é bastante simples. Reescreva o seu programa que cadastra CDs para montar toda a tela com um único echo e depois vá posicionando à frente de cada campo para receber os valores que serão teclados pelo operador.

Vou aproveitar também para mandar o meu jabá: diga para os amigos que quem estiver afim de fazer um curso porreta de programação em Shell que mande um e-mail para a nossa gerencia de treinamento para informar-se.

Qualquer dúvida ou falta de companhia para um chope ou até para falar mal dos políticos é só mandar um e-mail para mim.

Valeu!

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Papo de Botequim – Parte 8


– E aê cara tudo bem? – Legal!, eu queria te mostrar o que fiz mas já sei que você vai querer molhar o bico primeiro né?- Só pra contrariar, hoje vou deixar você mostrar logo o seu “bacalho”. Vai mostra aí o que você fez.- Poxa o exercício que você passou é muito grande. Veja só como eu resolvi:

$ cat musinc5
#!/bin/bash
# Cadastra CDs (versao 5)
#
clear
LinhaMesg=$((`tput lines` – 3)) # Linha que msgs serão dadas para operador
TotCols=$(tput cols) # Qtd colunas da tela para enquadrar msgs
echo ”
Inclusao de Músicas
======== == =======
Título do Álbum:
| Este campo foi
Faixa: < criado somente para
| orientar o preenchimento
Nome da Música:
Intérprete:” # Tela montada com um único echo
while true
do
tput cup 5 38; tput el # Posiciona e limpa linha
read Album
[ ! “$Album” ] && # Operador deu <ENTER>
{
Msg=”Deseja Terminar? (S/n)”
TamMsg=${#Msg}
Col=$(((TotCols – TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
tput cup $LinhaMesg $Col
echo “$Msg”
tput cup $LinhaMesg $((Col + TamMsg + 1))
read -n1 SN
tput cup $LinhaMesg $Col; tput el # Apaga msg da tela
[ $SN = “N” -o $SN = “n” ] && continue # $SN é igual a N ou (-o) n?
clear; exit # Fim da execução
}
grep “^$Album^” musicas > /dev/null &&
{
Msg=”Este álbum já está cadastrado”
TamMsg=${#Msg}
Col=$(((TotCols – TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
tput cup $LinhaMesg $Col
echo “$Msg”
read -n1
tput cup $LinhaMesg $Col; tput el # Apaga msg da tela
continue # Volta para ler outro álbum
}
Reg=”$Album^” # $Reg receberá os dados para gravação
oArtista= # Variavel que guarda artista anterior
while true
do
((Faixa++))
tput cup 7 38
echo $Faixa
tput cup 9 38 # Posiciona para ler musica
read Musica
[ “$Musica” ] || # Se o operador tiver dado …
{
Msg=”Fim de Álbum? (S/n)”
TamMsg=${#Msg}
Col=$(((TotCols – TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
tput cup $LinhaMesg $Col
echo “$Msg”
tput cup $LinhaMesg $((Col + TamMsg + 1)
read -n1 SN
tput cup $LinhaMesg $Col; tput el # Apaga msg da tela
[ “$SN” = N -o “$SN” = n ]&&continue # $SN é igual a N ou (-o) n?
break # Sai do loop para gravar
}
tput cup 11 38 # Posiciona para ler Artista
[ “$oArtista” ]&& echo -n “($oArtista) ” # Artista anterior é default
read Artista
[ “$Artista” ] && oArtista=”$Artista”
Reg=”$Reg$oArtista~$Musica:” # Montando registro
tput cup 9 38; tput el # Apaga Musica da tela
tput cup 11 38; tput el # Apaga Artista da tela
done
echo “$Reg” >> musicas # Grava registro no fim do arquivo
sort musicas -0 musicas # Classifica o arquivo
done

– É o programa tá legal, tá todo estruturadinho, mas gostaria de alguns poucos comentários sobre o que você fez:

  • Só para relembrar, as seguintes construções: [ ! $Album ] && e [ $Musica ] || representam a mesma coisa, isto é, no caso da primeira, o testamos se a variável $Album não (!) tem nada dentro, então (&&) … Na segunda, testamos se $Musica tem dado, senão (||) …
  • Se você reclamou do tamanho dele, é porque ainda não dei algumas dicas. Repare que a maior parte do script é para dar mensagens centradas na penúltima linha da tela. Repare ainda que algumas mensagens pedem um S ou um N e outras são só de advertência. Seria o caso típico do uso de funções, que seriam escritas somente uma vez e chamada a execução de diversos pontos do script. Vou montar duas funções para resolver estes casos e vamos incorporá-las ao seu programa para ver o resultado final.

Funções

– Chico! Agora traz dois chopes, sendo um sem colarinho, para me dar inspiração.

    Pergunta ()
        {
        #  A função recebe 3 parâmetros na seguinte ordem:
        #  $1 - Mensagem a ser dada na tela
        #  $2 - Valor a ser aceito com resposta default
        #  $3 - O outro valor aceito
        #  Supondo que $1=Aceita?, $2=s e $3=n, a linha a
        #  seguir colocaria em Msg o valor "Aceita? (S/n)"
        local Msg="$1 (`echo $2 | tr a-z A-Z`/`echo $3 | tr A-Z a-z`)"
        local TamMsg=${#Msg}
        local Col=$(((TotCols - TamMsg) / 2))  # Centra msg na linha
        tput cup $LinhaMesg $Col
        echo "$Msg"
        tput cup $LinhaMesg $((Col + TamMsg + 1))
        read -n1 SN
        [ ! $SN ] && SN=$2                     # Se vazia coloca default em SN
        echo $SN | tr A-Z a-z                  # A saída de SN será em minúscula
        tput cup $LinhaMesg $Col; tput el      # Apaga msg da tela
        return                                 # Sai da função
        }

Como podemos ver, uma função é definida quando fazemos nome_da_função () e todo o seu corpo está entre chaves ({}). Assim como conversamos aqui no Boteco sobre passagem de parâmetros, as funções os recebem da mesma forma, isto é, são parâmetros posicionais ($1, $2, ..., $n) e todas as regras que se aplicam a passagem de parâmetros para programas, também valem para funções, mas é muito importante realçar que os parâmetros passados para um programa não se confundem com aqueles que este passou para suas funções. Isso significa, por exemplo, que o $1 de um script é diferente do $1 de uma de suas funções

Repare que as variáveis $Msg, $TamMsg e $Col são de uso restrito desta rotina, e por isso foram criadas como local. A finalidade disso é simplesmente para economizar memória, já que ao sair da rotina, elas serão devidamente detonadas da partição e caso não tivesse usado este artifício, permaneceriam residentes.

A linha de código que cria local Msg, concatena ao texto recebido ($1) um abre parênteses, a resposta default ($2) em caixa alta, uma barra, a outra resposta ($3) em caixa baixa e finaliza fechando o parênteses. Uso esta convenção para, ao mesmo tempo, mostrar as opções disponíveis e realçar a resposta oferecida como default.

Quase ao fim da rotina, a resposta recebida ($SN) é passada para caixa baixa de forma que no corpo do programa não se precise fazer este teste.

Veja agora como ficaria a função para dar uma mensagem na tela:

    function MandaMsg
        {
        # A função recebe somente um parâmetro
        # com a mensagem que se deseja exibir,
        # para não obrigar ao programador passar
        # a msq entre aspas, usaremos $* (todos
        # os parâmetro, lembra?) e não $1.
        local Msg="$*"
        local TamMsg=${#Msg}
        local Col=$(((TotCols - TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
        tput cup $LinhaMesg $Col
        echo "$Msg"
        read -n1
        tput cup $LinhaMesg $Col; tput el     # Apaga msg da tela
        return                                # Sai da função
        }

Esta é uma outra forma de definir uma função: não a chamamos como no exemplo anterior usando uma construção com a sintaxe nome_da_função (), mas sim como function nome_da_função. Quanto ao mais, nada difere da anterior, exceto que, como consta dos comentários, usamos a variável $* que como já sabemos é o conjunto de todos os parâmetros passados, para que o programador não precise usar aspas envolvendo a mensagem que deseja passar para a função.

Para terminar com este blá-blá-blá vamos ver então as alterações que o programa necessita quando usamos o conceito de funções:

$ cat musinc6
#!/bin/bash
# Cadastra CDs (versao 6)
#

# Área de variáveis globais
LinhaMesg=$((`tput lines` – 3)) # Linha que msgs serão dadas para operador
TotCols=$(tput cols) # Qtd colunas da tela para enquadrar msgs

# Área de funções
Pergunta ()
{
# A função recebe 3 parâmetros na seguinte ordem:
# $1 – Mensagem a ser dada na tela
# $2 – Valor a ser aceito com resposta default
# $3 – O outro valor aceito
# Supondo que $1=Aceita?, $2=s e $3=n, a linha
# abaixo colocaria em Msg o valor “Aceita? (S/n)”
local Msg=”$1 (`echo $2 | tr a-z A-Z`/`echo $3 | tr A-Z a-z`)”
local TamMsg=${#Msg}
local Col=$(((TotCols – TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
tput cup $LinhaMesg $Col
echo “$Msg”
tput cup $LinhaMesg $((Col + TamMsg + 1))
read -n1 SN
[ ! $SN ] && SN=$2 # Se vazia coloca default em SN
echo $SN | tr A-Z a-z # A saída de SN será em minúscula
tput cup $LinhaMesg $Col; tput el # Apaga msg da tela
return # Sai da função
}
function MandaMsg
{
# A função recebe somente um parâmetro
# com a mensagem que se deseja exibir,
# para não obrigar ao programador passar
# a msq entre aspas, usaremos $* (todos
# os parâmetro, lembra?) e não $1.
local Msg=”$*”
local TamMsg=${#Msg}
local Col=$(((TotCols – TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
tput cup $LinhaMesg $Col
echo “$Msg”
read -n1
tput cup $LinhaMesg $Col; tput el # Apaga msg da tela
return # Sai da função
}

# O corpo do programa propriamente dito começa aqui
clear
echo ”
Inclusao de Músicas
======== == =======
Título do Álbum:
| Este campo foi
Faixa: < criado somente para
| orientar o preenchimento
Nome da Música:
Intérprete:” # Tela montada com um único echo
while true
do
tput cup 5 38; tput el # Posiciona e limpa linha
read Album
[ ! “$Album” ] && # Operador deu
{
Pergunta “Deseja Terminar” s n
[ $SN = “n” ] && continue # Agora só testo a caixa baixa
clear; exit # Fim da execução
}
grep -iq “^$Album^” musicas 2> /dev/null &&
{
MandaMsg Este álbum já está cadastrado
continue # Volta para ler outro álbum
}
Reg=”$Album^” # $Reg receberá os dados de gravação
oArtista= # Guardará artista anterior
while true
do
((Faixa++))
tput cup 7 38
echo $Faixa
tput cup 9 38 # Posiciona para ler musica
read Musica
[ “$Musica” ] || # Se o operador tiver dado …
{
Pergunta “Fim de Álbum?” s n
[ “$SN” = n ] && continue # Agora só testo a caixa baixa
break # Sai do loop para gravar dados
}
tput cup 11 38 # Posiciona para ler Artista
[ “$oArtista” ]&& echo -n “($oArtista) ” # Artista anterior é default
read Artista
[ “$Artista” ] && oArtista=”$Artista”
Reg=”$Reg$oArtista~$Musica:” # Montando registro
tput cup 9 38; tput el # Apaga Musica da tela
tput cup 11 38; tput el # Apaga Artista da tela
done
echo “$Reg” >> musicas # Grava registro no fim do arquivo
sort musicas -o musicas # Classifica o arquivo
done

Repare que a estruturação do script está conforme o gráfico a seguir:

Variáveis Globais
Funções
Corpo do Programa

Esta estruturação é devido ao Shell ser uma linguagem interpretada e desta forma o programa é lido da esquerda para a direita e de cima para baixo e uma variável para ser vista simultaneamente pelo script e suas funções deve ser declarada (ou inicializada) antes de qualquer coisa. As funções por sua vez devem ser declaradas antes do corpo do programa propriamente dito porque no ponto em que o programador mencionou seu nome, o interpretador Shell já o havia antes localizado e registrado que era uma função.

Uma coisa bacana no uso de funções é fazê-las o mais genérico possível de forma que elas sirvam para outras aplicações, sem necessidade de serem reescritas. Essas duas que acabamos de ver têm uso generalizado, pois é difícil um script que tenha uma entrada de dados pelo teclado que não use uma rotina do tipo da MandaMsg ou não interage com o operador por algo semelhante à Pergunta.

Conselho de amigo: crie um arquivo e cada função nova que você criar, anexe-a a este arquivo. Ao final de um tempo você terá uma bela biblioteca de funções que lhe poupará muito tempo de programação.

O comando source

Vê se você nota algo de diferente na saída do ls a seguir:

$ ls -la .bash_profile
-rw-r–r– 1 Julio unknown 4511 Mar 18 17:45 .bash_profile

Não olhe a resposta não, volte a prestar atenção! Bem, já que você está mesmo sem saco de pensar e prefere ler a resposta, vou te dar uma dica: acho que você sabe que o .bash_profile é um dos programas que são automaticamente “executados” quando você se loga (ARRGGHH! Odeio este termo). Agora que te dei esta dica olhe novamente para a saída do ls e me diga o que há de diferente nela.

Como eu disse o .bash_profile é “executado” em tempo de logon e repare que não tem nenhum direito de execução. Isso se dá porque o se você o executasse como qualquer outro script careta, quando terminasse sua execução todo o ambiente por ele gerado morreria junto com o Shell sob o qual ele foi executado (você se lembra que todos os scripts são executados em subshells, né?).

Pois é. É para coisas assim que existe o comando source, também conhecido por . (ponto). Este comando faz com que não seja criado um novo Shell (um subshell) para executar o programa que que lhe é passado como parâmetro.

Melhor um exemplo que 453 palavras. Veja este scriptizinho a seguir:

$ cat script_bobo
cd ..
ls

Ele simplesmente deveria ir para o diretório acima do diretório atual. Vamos executar uns comandos envolvendo o script_bobo e vamos analisar os resultados:

$ pwd
/home/jneves

$ script_bobo
jneves juliana paula silvie

$ pwd
/home/jneves

Se eu mandei ele subir um diretório, porque não subiu? Subiu sim! O subshell que foi criado para executar o script tanto subiu que listou os diretórios dos quatro usuários abaixo do /home, só que assim que o script acabou, o subshell foi para o beleleu e com ele todo o ambiente criado. Olha agora como a coisa muda:

$ source script_bobo
jneves juliana paula silvie

$ pwd
/home

$ cd –
/home/jneves

$ . script_bobo
jneves juliana paula silvie

$ pwd
/home

Ahh! Agora sim! Sendo passado como parâmetro do comando source ou . (ponto), o script foi executado no Shell corrente deixando neste, todo o ambiente criado. Agora damos um rewind para o início da explicação sobre este comando. Lá falamos do .bash_profile, e a esta altura você já deve saber que a sua incumbência é, logo após o login, deixar o ambiente de trabalho preparado para o usuário, e agora entendemos que é por isso mesmo que ele é executado usando este artifício.

E agora você deve estar se perguntando se é só para isso que este comando serve, e eu lhe digo que sim, mas isso nos traz um monte de vantagens e uma das mais usadas é tratar funções como rotinas externas. Veja uma outra forma de fazer o nosso programa para incluir CDs no arquivo musicas:

$ cat musinc7
#!/bin/bash
# Cadastra CDs (versao 7)
#

# Área de variáveis globais
LinhaMesg=$((`tput lines` – 3)) # Linha que msgs serão dadas para operador
TotCols=$(tput cols) # Qtd colunas da tela para enquadrar msgs

# O corpo do programa propriamente dito começa aqui
clear
echo ”
Inclusao de Músicas
======== == =======
Título do Álbum:
| Este campo foi
Faixa: < criado somente para
| orientar o preenchimento
Nome da Música:
Intérprete:” # Tela montada com um único echo
while true
do
tput cup 5 38; tput el # Posiciona e limpa linha
read Album
[ ! “$Album” ] && # Operador deu
{
source pergunta.func “Deseja Terminar” s n
[ $SN = “n” ] && continue # Agora só testo a caixa baixa
clear; exit # Fim da execução
}
grep -iq “^$Album^” musicas 2> /dev/null &&
{
. mandamsg.func Este álbum já está cadastrado
continue # Volta para ler outro álbum
}
Reg=”$Album^” # $Reg receberá os dados de gravação
oArtista= # Guardará artista anterior
while true
do
((Faixa++))
tput cup 7 38
echo $Faixa
tput cup 9 38 # Posiciona para ler musica
read Musica
[ “$Musica” ] || # Se o operador tiver dado …
{
. pergunta.func “Fim de Álbum?” s n
[ “$SN” = n ] && continue # Agora só testo a caixa baixa
break # Sai do loop para gravar dados
}
tput cup 11 38 # Posiciona para ler Artista
[ “$oArtista” ] && echo -n “($oArtista) ” # Artista anter. é default
read Artista
[ “$Artista” ] && oArtista=”$Artista”
Reg=”$Reg$oArtista~$Musica:” # Montando registro
tput cup 9 38; tput el # Apaga Musica da tela
tput cup 11 38; tput el # Apaga Artista da tela
done
echo “$Reg” >> musicas # Grava registro no fim do arquivo
sort musicas -o musicas # Classifica o arquivo
done

Agora o programa deu uma boa encolhida e as chamadas de função foram trocadas por arquivos externos chamados pergunta.func e mandamsg.func, que assim podem ser chamados por qualquer outro programa, desta forma reutilizando o seu código.

Por motivos meramente didáticos as execuções de pergunta.func e mandamsg.func estão sendo comandadas por source e por . (ponto) indiscriminadamente, embora prefira o source por ser mais visível desta forma dando maior legibilidade ao código e facilitando sua posterior manutenção.

Veja agora como ficaram estes dois arquivos:

$ cat pergunta.func
# A função recebe 3 parâmetros na seguinte ordem:
# $1 – Mensagem a ser dada na tela
# $2 – Valor a ser aceito com resposta default
# $3 – O outro valor aceito
# Supondo que $1=Aceita?, $2=s e $3=n, a linha
# abaixo colocaria em Msg o valor “Aceita? (S/n)”
Msg=”$1 (`echo $2 | tr a-z A-Z`/`echo $3 | tr A-Z a-z`)”
TamMsg=${#Msg}
Col=$(((TotCols – TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
tput cup $LinhaMesg $Col
echo “$Msg”
tput cup $LinhaMesg $((Col + TamMsg + 1))
read -n1 SN
[ ! $SN ] && SN=$2 # Se vazia coloca default em SN
echo $SN | tr A-Z a-z # A saída de SN será em minúscula
tput cup $LinhaMesg $Col; tput el # Apaga msg da tela

$ cat mandamsg.func
# A função recebe somente um parâmetro
# com a mensagem que se deseja exibir,
# para não obrigar ao programador passar
# a msq entre aspas, usaremos $* (todos
# os parâmetro, lembra?) e não $1.
Msg=”$*”
TamMsg=${#Msg}
Col=$(((TotCols – TamMsg) / 2)) # Centra msg na linha
tput cup $LinhaMesg $Col
echo “$Msg”
read -n1
tput cup $LinhaMesg $Col; tput el # Apaga msg da tela

Em ambos os arquivos, fiz somente duas mudanças que veremos nas observações a seguir, porém tenho mais três a fazer:

  1. As variáveis não estão sendo mais declaradas como local, porque está é uma diretiva que só pode ser usada no corpo de funções e portanto estas variáveis permanecem no ambiente do Shell, poluindo-o;
  2. O comando return não está mais presente mas poderia estar sem alterar em nada a lógica, uma vez que ele só serviria para indicar um eventual erro via um código de retorno previamente estabelecido (por exemplo return 1, return 2, …), sendo que o return e return 0 são idênticos e significam rotina executada sem erros;
  3. O comando que estamos acostumados a usar para gerar código de retorno é o exit, mas a saída de uma rotina externa não pode ser feita desta forma, porque por estar sendo executada no mesmo Shell que o script chamador, o exit simplesmente encerraria este Shell, terminando a execução de todo o script;
  4. De onde surgiu a variável LinhaMesg? Ela veio do musinc7, porque ela havia sido declarada antes da chamada das rotinas (nunca esquecendo que o Shell que está interpretando o script e estas rotinas é o mesmo);
  5. Se você decidir usar rotinas externas, não se avexe, abunde os comentários (principalmente sobre a passagem dos parâmetros) para facilitar a manutenção e seu uso por outros programas no futuro.

– Bem, agora você já tem mais um monte de novidade para melhorar os scripts que fizemos você se lembra do programa listartista no qual você passava o nome de um artista como parâmetro e ele devolvia as suas músicas? Ele era assim:

$ cat listartista
#!/bin/bash
# Dado um artista, mostra as suas musicas
# versao 2

if [ $# -eq 0 ]
then
echo Voce deveria ter passado pelo menos um parametro
exit 1
fi

IFS=”
:”
for ArtMus in $(cut -f2 -d^ musicas)
do
echo “$ArtMus” | grep -i “^$*~” > /dev/null && echo $ArtMus | cut -f2 -d~
done

– Claro que me lembro!…

– Então para firmar os conceitos que te passei, faça ele com a tela formatada, em loop, de forma que ele só termine quando receber um <ENTER> puro no nome do artista. Ahhh! Quando a listagem atingir a antepenúltima linha da tela, o programa deverá dar uma parada para que o operador possa lê-las, isto é, suponha que a tela tenha 25 linhas. A cada 22 músicas listadas (quantidade de linhas menos 3) o programa aguardará que o operador tecle algo para então prosseguir. Eventuais mensagens de erro devem ser passadas usando a rotina mandamsg.func que acabamos de desenvolver.

– Chico, manda mais dois, o meu é com pouca pressão…

Vou aproveitar também para mandar o meu jabá: diga para os amigos que quem estiver afim de fazer um curso porreta de programação em Shell que mande um e-mail para a nossa gerencia de treinamento para informar-se.

Qualquer dúvida ou falta de companhia para um chope ou até para falar mal dos políticos é só mandar um e-mail para mim.

Valeu!

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